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Pico do Itacolomi: 1968 - Marco dos Bandeirantes

            O Pico do Itacolomi está inserido na Serra do Espinhaço/MG, dentro do Parque Estadual do Itacolomi (PEIT). Com 1.772 metros de altitude, sendo ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real, que ali passavam em busca do ouro das Minas Gerais, que o chamavam de “Farol dos Bandeirantes”.

            O Parque Estadual do Itacolomi é uma unidade de conservação com espaços territoriais – 7.543 hectares – com características naturais relevantes e, com limites e objetivos de conservação definidos. O parque está situado nos municípios de Ouro Preto/MG e Mariana/MG e sua administração é de responsabilidade do IEF – Instituto Estadual de Florestas.

            A sede administrativa do parque está localizada na Fazenda São José do Manso, que na década de 30 abrigava uma fábrica de chá e, hoje, oferece infra-estrutura aos visitantes.

             O nome Itacolomi é da língua tupi e quer dizer “Pedra Menina”. Os índios viam o pico como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”.

            O Pico foi o marco para os Bandeirantes que deram início ao povoado do Vale do Tripuí, passando a Vila Rica, hoje Ouro Preto.

            A vegetação predominante do parque é de Mata Atlântica e de Campos de Altitude, com destaque para os afloramentos rochosos e platôs com declives. No parque existe a orquídea habenaria itacolumia, espécie endêmica da região, e que até pouco tempo havia dada como desaparecida, além das quaresmeiras e candeias ao longo dos rios e córregos.

            Diversas espécies de animais silvestres, alguns ameaçados de extinção, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória) podem ser encontrados. Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, seriemas e beija-flores.

            Existem vários rios que nascem no parque, escondidos nas matas, desaguando, na sua maioria, no Rio Gualaxo do Sul, afluente da Bacia do Rio Doce.

             Na sede do Parque encontra-se:

            - Casa Bandeirista – 1706/1708, considerada o primeiro prédio público do estado, servia para cobrança de impostos e vigilância das minas;
            - Museu do Chá – A Fazenda do Manso foi pólo produtor de chá na 1ª metade do século XX. O Museu abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento do chá;
            - Capela de São José – Dedicada a São José, a capela possui uma via-sacra diferente, feita por artistas plásticas ouro-pretanas que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção;
            - Lagoas – Lagoa da Curva e Lagoa da Capela, que é destinada ao banho;
            - Centro de Treinamento – Para cursos, com 100 lugares;
            - Área de camping;
            - Alojamento;
            - Restaurante.

Trekking ao Pico do Itacolomi

            A caminhada inicia-se na Casa Bandeirista à 1.230m de altitude, passando pela estrada que leva ao Morro do Cachorro e, de onde, logo se avista a Serra do Trovão, principal serra do distrito de Lavras Novas, formada por um imponente maciço rochoso bem característico da Serra do Espinhaço, um platô de onde se tem uma visão panorâmica de 360º do Pico do Itacolomi, Pico do Itabirito, Serra do Caraça, Serra da Chapada, Represa do Custódio e a cidade de Ouro Preto. Continuando a caminhada, mais ao longe, já se consegue visualizar a charmosa Lavras Novas, distrito de Ouro Preto que encanta os visitante pelas cachoeiras e serras, de um lado, e do outro, o centro de Ouro Preto, com suas igrejas históricas e centenárias.

            Nas partes mais elevadas, aparecem os campos de altitude com afloramentos rochosos, onde se vê as gramíneas, canelas de emas, sempre vivas e ciperáceas que cobrem os campos de altitude, além de diversas espécies de orquídeas. Após uma caminhada de aproximadamente 8 km e 2 horas de duração chega-se a base do Pico com altitude de 1.772m. A trilha que leva ao Pico é de nível médio, pela extensão, e tendo subidas íngremes.

            No entorno do Pico do Itacolomi se vê nascentes de água, fendas e pequenas grutas, porém, o acesso ao local é dificultado por falta de trilhas demarcadas e a grande quantidade de pedras.

Outras trilhas:

            - Morro do Cachorro: é uma caminhada monitorada até o local que tem o melhor visual para o Pico do Itacolomi, as cidades de Ouro Preto e Mariana, a Serra do Caraça, o Pico do Itabirito e o sub-distrito de Lavras Novas.
            - Mirante: a caminhada propicia uma magnífica visão da Represa do Custódio, vista por cima, no final da trilha. Extensão: 04 km.
            - Represa do Custódio: caminhada por estrada de terra que leva à Represa do Custódio de águas límpidas. Extensão: 08 km.
            - Trilha do Forno: a trilha percorre uma área de Mata Atlântica com partes encharcadas e alagadiças. O caminho termina num forno de pedra. Suspeita-se que seja da Olaria São Roque Pinto que funcionou no local no século XIX. Extensão: 1.5 km
            - Trilha da Capela: Percorre uma área do parque colonizada por candeia, situada atrás da Capela. A região tem solo ferruginoso e abundância de liquens e briófitas. Extensão: 1,2 Km.
            - Trilha da Lagoa: o caminho contorna a Lagoa da Capela. Extensão: 400 m.  

            O PEIT tem infra-estrutura de Centro de Visitantes, traslado interno, estacionamento, loja e lanchonete. O horário de funcionamento é de 08h00 às 17h00 e todas as visitas aos atrativos do parque são monitoradas. As expedições ao Pico do Itacolomi só acontece com autorização e agendamento prévio.

Texto: Jornal do Trekking

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